A sogra

Terapia do Amor, de Ben Younger
Já é a segunda vez em menos de um ano que uma comédia romântica se resolve de forma bastante adulta e real. Terapia do Amor, de 2005, não chega a ser tão especial quanto Separados Pelo Casamento, de 2006. Mas é mais do mesmo com um temperinho diferente. E, tal e qual O Diabo Veste Prada, traz uma atriz querida e geralmente subaproveitada (Uma Thurman) em duelo franco com Meryl Streep.
O filme se resolve quase que completamente nos instantes em que as duas dividem a tela. Uma como uma mulher "quase quarentona" recém-divorciada descobrindo os prazeres do namorado bem mais jovem e Meryl como a terapeuta dela – e mãe judia inflexível do rapaz. No resto do tempo, tem o feijão-com-arroz das indas e vindas e dos problemas decorrentes de um casal que se ama, com cerca vinte anos de abismo no meio.
Agradável e inofensivo, do jeito que deve ser. Não faz tanto barulho mas merece um voto, nem que seja pelo retorno da verve cômica de Meryl Streep, que é tão espetacular quanto seu lado dramático.
2 Comments:
Me fez escrever um texto lindo, Tonho... Acho que me inspirou no sentido de me dizer que mesmo terminando, o que fica, é muito forte e muito importante. Mas o filme, em si... fraquinho.
Separados pelo casamento é dos piores que vi na vida. Eu amo a Aninston e nem assim, deu pra segurar. Deve ser porque eu detesto o Vince...
Vale a Meryl, Pasta.
Postar um comentário
<< Home