Guia do mochileiro

O Albergue, de Eli Roth
Acho que só minha vó passaria mal vendo O Albergue. Dito isto, o filme falha, já que o chamariz era justamente o poder nauseante de imagens de violência extrema. Mas, olha só: tem uma cena rápida de crânio esmagado que perde feio para o início/fim de Irreversível (sendo este apenas um dos muitos momentos revoltantes do filme de Gaspar Noé).
Por outro lado, o tal do Eli Roth até que tem uma mão boa pro terror que pretende. Nem parece um filme de americano. Minto, aquele ideal do jovem pré-universitário que quer apenas trepar é tipicamente norte-americano, do Oiapoque ao Chuí (digo, de Porky's a American Pie). Então é pela cabeça de baixo (não literalmente) que os jovens mochileiros de O Albergue vão morrendo violentamente.
E eu acho importante que seja assim, mesmo que só aconteça depois de um tempão sem dizer a que veio (ou, curiosamente, instigando a vontade mochileira dentro de cada um). Infelizmente, as imagens de violência gratuita são rápidas demais. Mas a justificativa é boa. E as reações desesperadas de Kana, a coreana, são os melhores momentos do filme.
1 Comments:
Muito ruim, sem comentários.
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